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De onde vem a nossa culpa?


“Sinto-me culpada”. Nos últimos meses, conversando de modo mais frequente com diversas mulheres, algo me chamou a atenção: independentemente das idades e

histórias de vida, um sentimento em particular permeia todas as falas - a culpa.

De forma objetiva, a definição de culpa seria quando a nossa consciência pesa por ter falhado no cumprimento de uma norma social ou moral. Mas qual seria a origem de tanta culpa que permeia o universo feminino? 


O sentimento de culpa em mulheres resulta de uma combinação de fatores históricos, sociais, culturais e psicológicos, incluindo a pressão para atingir modelos de perfeição inatingíveis em múltiplos papéis. Por muito tempo, carregamos com orgulho a capa da heroína sem perceber os danos que estávamos construindo para a nossa saúde ao tentarmos “dar conta de tudo”.


Querer atender a padrões inalcançáveis, aumenta a autocobrança. Esse ciclo, se não for interrompido, nos leva a quadros de ansiedade, depressão e exaustão física. É preciso suspender a sensação de estarmos sempre devendo algo a alguém, ou a algum lugar.


Mas, como podemos amenizar esse sentimento?


Primeiramente, aceitar os nossos limites. Não podemos, nem devemos querer controlar tudo. Por isso precisamos repensar na estrutura da rotina em que vivemos e no modelo dos nossos relacionamentos, sejam eles, afetivos, sociais ou profissionais. Acredito que algumas perguntas nos ajudem a mapear pontos que merecem a nossa atenção:


* Você consegue garantir um tempo de repouso sem culpa?

* Como andam as suas relações afetivas? Existe reciprocidade ou é só você que cuida?

* Como está a divisão de carga mental e tarefas domésticas com seu (sua) parceiro(a) e filhos? Acredite, todos sabem fazer algo para o bem coletivo. Não será do seu jeito, mas tudo bem. Diga adeus ao perfeccionismo.

* Tem conseguido tempo para movimentar o seu corpo sem pensar que poderia estar resolvendo outra coisa “mais importante”?

* Qual o lugar do prazer em sua vida?

...


Ao pensar sobre os seus comportamentos e escolhas, às vezes, será preciso corrigir a rota. Abrace a sua humanidade e restaure a sua vida. Sem culpa!

 

Abraço fraterno,

Beth Morais

 
 
 

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