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Onde moram as nossas raízes?
Há dias em que eu preciso afofar a “minha terra” e regá-la, para sentir que permaneço firme no solo. O cuidado com a minha raiz é algo que me sustenta. Ela é a guardiã da minha história. Na verdade, de muitas. E sei que para continuar crescendo não posso deixar de nutri-la. Hoje compreendo que muito do que sou teve origem no invisível. Invisível aos olhos dos outros, mas profundamente perceptível em mim. Ao longo da vida fiz descobertas inesperadas. Encontrei fragmentos de hi
bethsmorais
1 de jun.1 min de leitura


Qual roupa que te prende?
Foi em 2015 que os vestidos deixaram de caber. Neste ano, faz 11 anos que, ao abrir a porta do armário, estaria descobrindo uma nova compreensão sobre mim. Eu tinha 45 anos quando meus vestidos foram me deixando apertada e sufocada dentro deles. Vestidos de boneca. Era o que via quando abria o armário. Eu os identificava dessa forma, pois, frequentemente, era o que eu ouvia quando os usava. “Beth, você parece uma boneca, anjo ou fada”. Nesse momento, eu entrava na perimenopau
bethsmorais
20 de mai.2 min de leitura


Maternar é transformAÇÃO
A minha maternidade começou nove anos antes de engravidar. Como? É que há presenças que não chegam de uma vez. Elas são vivenciadas em cada detalhe: na mudança dos hábitos, nas imagens que criamos silenciosamente e nos sonhos compartilhados. No meu caso, a minha filha chegou antes de nascer. Para ser mãe atravessei por um processo que transformou a minha rotina por 3.285 dias antes de ver o “positivo” impresso no exame de Beta-HCG. Foram muitos “negativos” para que o “sim, vo
bethsmorais
15 de mai.2 min de leitura


Por que falar dói antes de curar?
"Beth, eu comecei a terapia e parece que estou piorando. Por que falar dói antes de curar?" Imagine que você tem uma ferida que fechou do jeito errado. Por fora, parece cicatrizada, mas por dentro ainda dói. Para curar de verdade, às vezes o médico precisa reabrir o corte, limpar a infecção e dar novos pontos. Falar ou escrever é esse processo de 'limpeza'. A palavra dói porque está tirando o que foi empurrado para um lugar profundo em você, de difícil acesso. Mas é essa dor
bethsmorais
26 de jan.1 min de leitura


Você sente ou engole as emoções?
“Deixa de drama”. “Sensível demais”. “Engole o choro”. “Por que ri tão alto?”. “Cala a boca”. “Não seja fraca(o)”. Essas são apenas algumas de muitas expressões que, ao longo da nossa vida, ouvimos ou falamos. Silenciar a manifestação de uma emoção é como viver sem cor, sem alma, sem voz, sem vida. Pessoalmente, considero que as reprimir é uma defesa para nos afastar de algo maior, em nós ou nos outros, que pode estar nos incomodando e com o qual ainda não temos mecanismos in
bethsmorais
19 de jan.2 min de leitura


Celebre o que ninguém viu
Ao fechar o calendário de 2025, a tendência é listarmos apenas o que ficou em evidência: o diploma, o novo emprego, a viagem dos sonhos... Nada contra, mas hoje o brinde é diferente. Quero te convidar a celebrar os dias em que o mundo não percebeu, mas você resistiu. ✨️Os silêncios cheios de coragem. ✨️As lágrimas que regaram sua força. ✨️Os passos dados com medo. Celebre o desânimo que não te venceu, os recomeços discretos e o amor-próprio aprendido aos poucos. A maioria das
bethsmorais
6 de jan.1 min de leitura


A liberdade de ser comum
Que esse mundo com tantas urgências e sobreposições de máscaras, não esconda, nem a minha, e nem a sua existência. Abraço fraterno, Beth Morais
bethsmorais
1 de dez. de 20251 min de leitura


De onde vem a nossa culpa?
“Sinto-me culpada”. Nos últimos meses, conversando de modo mais frequente com diversas mulheres, algo me chamou a atenção: independentemente das idades e histórias de vida, um sentimento em particular permeia todas as falas - a culpa. De forma objetiva, a definição de culpa seria quando a nossa consciência pesa por ter falhado no cumprimento de uma norma social ou moral. Mas qual seria a origem de tanta culpa que permeia o universo feminino? O sentimento de culpa em mulheres
bethsmorais
1 de dez. de 20252 min de leitura


Onde mora a nossa beleza?
Nos últimos dias, um assunto tem ocupado meus pensamentos. Enquanto escrevia o conteúdo Autoimagem, para o perfil @diáriosdamenopausa, minha atenção se voltou para as minhas marcas. As que nasceram comigo e as que foram chegando para desenhar a tela sobre a minha vida: a pele. A pele é o maior órgão do nosso corpo. É com ela que nos apresentamos ao mundo sem que, sequer, tenhamos dado voz a nossa imagem. Ela nos apresenta as mudanças ao longo da nossa existência. Por vezes,
bethsmorais
9 de out. de 20252 min de leitura


Quem é você sem dizer o que faz?
Há anos eu realizo uma pesquisa que chamo de “check-in” para cada nova turma de alunos. Durante o mês que antecede o módulo da minha...
bethsmorais
16 de set. de 20251 min de leitura
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