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Onde moram as nossas raízes?

1 de jun.
1 min de leitura

Há dias em que eu preciso afofar a “minha terra” e regá-la, para sentir que permaneço firme no solo. O cuidado com a minha raiz é algo que me sustenta. Ela é a guardiã da minha história. Na verdade, de muitas. E sei que para continuar crescendo não posso deixar de nutri-la.


Hoje compreendo que muito do que sou teve origem no invisível. Invisível aos olhos dos outros, mas profundamente perceptível em mim. Ao longo da vida fiz descobertas inesperadas. Encontrei fragmentos de histórias de mulheres da minha família, ou bem próximas, que me ajudaram a montar um quebra-cabeça sobre laços e compromissos femininos que me fizeram florescer. Histórias que vieram antes. Algumas que silenciaram, outras que romperam o silêncio e desafiaram os padrões do seu tempo.


Sei que estaremos sempre unidas por um afeto atemporal e interligadas pelos dias que se sobrepõem. Porém, foi ao tomar consciência sobre as dores herdadas, que consegui ter força para romper com ciclos que precisavam ter fim. Raízes são memórias que nos sustentam, mas ao mesmo tempo nos libertam para uma nova direção. Essa consciência é o adubo que me faz avançar, empurrando fronteiras.


Reconhecer nossas raízes é parte do processo de amadurecimento emocional. Assim, sigo cuidando das minhas... Obrigada, mãe querida!


Portanto, convido você a uma pausa para lembrar das suas referências femininas. Se puder, diga a elas o quanto são importantes. Se não for possível, honre-as dentro de você.


Quais mulheres são raiz na sua trajetória?


Abraço fraterno,

Beth Morais

 
 
 

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