Você sente ou engole as emoções?
- bethsmorais
- 19 de jan.
- 2 min de leitura

“Deixa de drama”. “Sensível demais”. “Engole o choro”. “Por que ri tão alto?”. “Cala a boca”. “Não seja fraca(o)”. Essas são apenas algumas de muitas expressões que, ao longo da nossa vida, ouvimos ou falamos. Silenciar a manifestação de uma emoção é como viver sem cor, sem alma, sem voz, sem vida. Pessoalmente, considero que as reprimir é uma defesa para nos afastar de algo maior, em nós ou nos outros, que pode estar nos incomodando e com o qual ainda não temos mecanismos internos para lidar. Mas atenção: elas não desaparecem quando são reprimidas. Somente se deslocam, podendo adoecer o corpo e a mente. Então, qual seria o papel das emoções?
Primeiramente, precisamos entender que elas não são inimigas. São mensageiras e ajudam na nossa sobrevivência. Elas nos auxiliam na compreensão sobre quem nós somos, em como nos relacionamos, e sobre os ambientes em que estamos inseridos. Elas não podem ser abafadas e desprezadas. Precisam ser decifradas. Mas, como?
A tomada de consciência é fundamental. Comece se perguntando “como está a sua vida”. Reconheça as emoções que você sente e aceite-as. Perceba as situações, a frequência com que se manifestam, e entenda os motivos. Após a tomada de consciência, precisamos agir. Reforce as condições que fazem com que aquelas que lhe trazem bem-estar possam permanecer, interfira, se houver possibilidade, nas circunstâncias que precisam de melhoria e transformação, ou mude de contexto. É fundamental que você assuma essa responsabilidade com sua vida.
Porém, nem sempre é fácil se “decifrar” sozinha(o). Caso sinta necessidade, procure uma profissional que desvende com você a sua história. O processo terapêutico te apresenta não somente a quem você é, mas a quem você pode vir a ser.
Então, no mês dedicado à Conscientização sobre a Saúde Mental, faço um convite a você: sinta, fale, chore, ria, grite, admita insegurança, reconheça limites... organize-se internamente e VIVA as suas emoções! Porque, sentir é humano.
Abraço fraterno,
Beth Morais




Comentários